sábado, 25 de fevereiro de 2017

Beleza Oculta - Crítica

Collateral Beauty - Beleza Oculta
     No amor pela vida -mesmo em momentos de tristeza, ainda tentamos sentir-se vivos-, as vezes é a morte que constrói a história -mais ou menos como aquele lindo conto de Markus Zusak- mas é o tempo que diz quem realmente somos -não á toa, demoramos a entender o 'porque' das nossas vidas-.

     A incerteza que perduramos todos os dias, envolta na vontade de desistir, é denotada em linhas no roteiro de "Collateral Beauty" - "Beleza Oculta", com habilidade nos ensinando como esquivar-se dos problemas de complexo entendimento e que, em muitos momentos, depende de apoio externo.

Michael Peña, Edward Norton e Kate Winslet
     Durante cerca de uma hora e meia os dizeres em "Beleza Oculta" não representam somente o personagem principal, em suas lágrimas e tristezas, elas constroem o entendimento sobre as três abstrações que conectam todos os seres humanos na Terra: Amor, Tempo e Morte. Assim estendem-se nas atuações, deixando claro desde o inicio que se trata da harmonia ou ausência da mesma, nas vivencias dos personagens.


Amor, Morte e Tempo, - Também em "The Life Of Death"
     Contudo, para alguns, a previsibilidade do contexto "estraga" o desfecho das ultimas cenas, transformando "Will Smith" no homem das lágrimas em Hollywood, o que descaracteriza seu principal legado.

     A história tem tudo para alcançar a 'alma' do espectador, desenvolver mecanismos de alto entendimento e 'explicar' o Porque' da dor, o Porque' do sofrimento, o Porque' da preocupação, o Porque' da angustia e o Porque' do desanimo, para possivelmente, fechar suas feridas.